Quais são os riscos que a nova variante indiana oferece à população?

A variante indiana do Novo coronavírus (B.1.617), classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de preocupação global, contribuiu para o último colapso da pandemia na Índia, associada ao relaxamento das medidas de contenção do vírus e a festivais religiosos. Especialistas apontam que o comportamento da cepa indiana no Brasil pode depender de fatores que vão do aumento de testagens ao isolamento da população.

De acordo com a OMS, “variantes de preocupação” apresentam mudanças fenotípicas ou desenvolvem um genoma com mutações que causam alterações nos aminoácidos. Elas também precisam causar aumento na transmissão local do vírus ou serem identificadas em vários países, além de estarem associadas à diminuição na efetividade da saúde pública, das medidas sociais, dos tratamentos, testes e vacinas disponíveis.

Até o momento, já foram incluídas nessa classificação outras três cepas além da indiana: a B.1.1.7, identificada inicialmente no Reino Unido; a B.1.351, que surgiu na África do Sul; e a P1, de Manaus.

Os especialistas lembram que para qualquer que seja a variante, a transmissão é feita principalmente pela inalação de pequenas partículas no ar. As três principais medidas de proteção contra o coronavírus são: dar preferência por espaços ao ar livre e bem ventilados; promover a higiene de mãos com água e sabão ou álcool em gel a 70%; usar máscara bem ajustada ao rosto, sem vazamento nas laterais, e manter o distanciamento físico.

Compartilhe