OMS alerta para aumento do número de crianças não vacinadas contra o Sarampo, nos últimos 20 anos

Relatório divulgado no dia 1/11, pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) mostra que durante o ano de 2020, em meio à pandemia do coronavírus, mais de 22 milhões de crianças perderam a primeira dose da vacina contra o sarampo — 3 milhões a mais do que em 2019. Esse dado representa o maior aumento em duas décadas e desperta preocupação em relação ao surgimento de novos surtos.

Além da cobertura vacinal que diminuiu em 2020, o retorno das crianças ao posto de vacinação também tem causado preocupação, pois apenas 70% dos pequenos receberam a segunda dose da vacina contra o sarampo – bem abaixo dos 95% de cobertura necessária para proteger as comunidades da propagação do vírus.

O que é o sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa e extremamente contagiosa. A transmissão ocorre pelo vírus expelido na tosse, no espirro, durante a fala ou a respiração. A fase mais crítica para o contágio é dois dias antes e dois dias após o início da erupção cutânea.

Como se proteger do sarampo?

– A única forma de se evitar a doença é tomando a vacina tríplice-viral (sarampo, caxumba e rubéola), disponibilizada pelo Ministério da Saúde gratuitamente nos postos de saúde.
– A primeira dose da vacina deve ser tomada aos 12 meses; a segunda, entre 4 e 6 anos de idade – ou até os 29 anos, caso a pessoa tenha pulado o reforço.
– A vacina vale para a vida toda. Mas se você tem dúvida se está imunizado ou não, vale a pena tomar de novo.
– Não podem receber a vacina: gestantes, casos suspeitos da doença, crianças com menos de 6 meses e pacientes imunodeprimidos.
– As grávidas devem esperar parir para tomar a vacina. O ideal é checar, antes de engravidar, via exame de sangue, se a gestante está ou não imunizada. Os obstetras costumam pedir esse exame nas primeiras consultas.
– A vacina é produzida com vírus atenuado. Os registros, raros, de reação são de alergia a algum componente.
– Dos 29 aos 49, a vacina também existe nos postos, gratuitamente, mas em dose única. A partir dos 50 anos, a pasta considera que a pessoa já foi exposta ao vírus.

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